Sistema em morbidade e o estado de policrise
Este texto propõe uma reflexão sobre como as Big Techs vêm acelerando o colapso de uma era em que a linguagem, a arte, o afeto e a política ainda eram forças vivas na produção de sentido e na construção do real. Em seu lugar, instala-se o domínio do trabalho morto — automatizado, destituído de espírito, regido por algoritmos que operam sem memória e sem desejo. Trata-se, assim, de provocar reflexões sobre o que ainda pode ser feito diante do esvaziamento da experiência humana e da captura do tempo pelo maquinismo digital. Resta-nos indagar: o que fazer com o futuro, se é que ainda nos resta algum? Apoiando-se em autores como István Mészáros, Edgar Morin, Renato Peixoto Dagnino, Franco “Bifo” Berardi, e outros, o texto pretende problematizar tal questão como uma forma de questionar a tendência a que chamo de “flautista de Hamlet” que cega multidões e que certamente cobrará seu preço. Aqui me refiro a cegueira da Tecnociência Capitalista, engendrada pela lógica do lucro, ...